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Reunião em uma sala de escola. Ao redor de uma mesa, moradores de comunidade quilombola observam atentamente um mapa de papel grande sobre uma mesa, enquanto um homem branco vestido com camisa xadrez azul e branca aponta para o centro mapa.

Quipea em Transição

Conheça a nova etapa do licenciamento ambiental, com participação da Shell para engajar comunidades e proteger territórios.

Duas mulheres negras estudando juntas sentadas lado a lado em uma mesa, analisam documentos impressos. Uma delas aponta para o texto, enquanto a outra segura um papel adesivo, indicando trabalho colaborativo e atenção. A mulher da esquerda veste moletom bege e tem cabelo trançado. A mulher da direita veste blusa listrada bege e marrom, e tem óculos de grau no alto da cabeça.

Quipea em Transição: Preparando Caminhos para o Plano Macro e a Sustentabilidade

Com o descomissionamento de Bijupirá e Salema e a maturidade de BC-10, é hora de preparar o Quipea para gerar novas sementes e frutos, autonomia e sustentabilidade.

Desde junho de 2025, o Quipea iniciou uma nova etapa em sua trajetória, ao mesmo tempo em que o Ibama implementa o Plano Macrorregional de Gestão de Impactos Sinérgicos das Atividades Marítimas de Produção e Escoamento de Petróleo e Gás Natural (Plano Macro). Esse plano tem como objetivo integrar as demandas socioambientais do licenciamento ambiental nas bacias de Santos, Campos e Espírito Santo e uma de suas principais inovações é a realização de programas integrados e regionais de caracterização, monitoramento e mitigação de impactos sociais do conjunto de empreendimentos da indústria do petróleo, promovendo maior compreensão desses impactos, maior articulação e efetividade nas ações.

Nesse novo cenário, o Quipea está focado em preparar as comunidades quilombolas para que estejam informadas, fortalecidas e preparadas para a autonomia, a sustentabilidade e a defesa de seus territórios.

Entenda os objetivos da Transição

Objetivo 1 – Entender e se preparar para o Plano Macro

Resumo: Apoiar as comunidades a compreenderem o que é o Plano Macro e como participar de forma ativa das novas políticas e programas sociais do Ibama.

Detalhamento: Busca ampliar o conhecimento sobre o funcionamento do Plano Macro e preparar lideranças para ocupar espaços de decisão. Inclui formações sobre participação social, controle do orçamento público e políticas que fortalecem a sustentabilidade e a segurança dos territórios.

Atividades práticas:

  • Reuniões nas comunidades para introdução do Período de Transição e seus objetivos;

  • Formações sobre impactos da indústria do petróleo, participação social e orçamento público;

  • Encontros com representantes das 21 comunidades para troca de experiências, planejamento de estratégias conjuntas e diálogo sobre o Plano Macro;

  • Apoio à participação dos quilombolas em fóruns e espaços públicos de gestão.

Objetivo 2 – Fortalecer autonomia e sustentabilidade

Resumo: O objetivo é que as comunidades mantenham sua sustentabilidade para além do ciclo do Quipea, estimulando a criação de ferramentas próprias de defesa dos territórios e incentivar a construção de caminhos para a autonomia quilombola.

Detalhamento: Apoio à elaboração de protocolos comunitários de consulta, incentivo a atividades culturais que valorizem a identidade quilombola e promoção de ações que reforcem a capacidade de autogestão.

Atividades práticas:

  • Apoio à elaboração de protocolos comunitários de consulta, inspirados na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT);

  • Incentivo a atividades culturais ligadas ao 20 de novembro (Dia Nacional da Consciência Negra);

  • Capacitação para elaboração de projetos culturais via Lei Rouanet e outros editais de incentivo;

  • Elaboração e divulgação periódica sobre editais de financiamento público e privado;

  • Produção e divulgação de materiais de comunicação popularfeitos pelas próprias comunidades.

Linha do tempo

Fase 1 (2010–2012)

Inserção comunitária e elaboração de uma agenda socioambiental.

Fase 2 (2012–2016)

Ampliação da abrangência e atendimento das principais reivindicações das comunidades.

Fase 3 (2016–2022)

Expansão das atividades, fortalecimento da organização social e conquistas importantes para os territórios.

Fase 4 (2022–2025)

Expansão das atividades, fortalecimento da organização social e conquistas importantes para os territórios.

Transição para o Plano Macro (desde 2025)

Integração às ações macrorregionais conduzidas pelo Ibama.

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