
Quipea
Um projeto para fortalecer os laços, a identidade de resistência e a participação de comunidades quilombolas nas decisões sobre o seu território.
Sobre o Quipea
Desde 2010, o Quipea (Quilombos no Projeto de Educação Ambiental) atua no fortalecimento da identidade, dos laços comunitários e da participação ativa das comunidades quilombolas em decisões sobre seus territórios. O projeto promove o diálogo, o reconhecimento cultural e a valorização dos saberes tradicionais, contribuindo para a construção de uma educação ambiental inclusiva e transformadora.
O projeto está presente em 21 comunidades de 16 quilombos certificados pela Fundação Cultural Palmares, distribuídos em oito municípios dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.
O Quipea faz parte das condicionantes do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama, para as atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural dos Campos de Bijupirá & Salema e BC-10, da Shell Brasil, na Bacia de Campos.


Números do projeto
comunidades quilombolas participantes21
associações quilombolas participantes14
famílias beneficiadas+3000
quilombolas integrantes da equipe+35
municípios (6 RJ e 2 ES) da área de influência8
anos de atuação contínua do projeto16

Onde estão as Comunidades Quilombolas do Quipea:
| Graúna, Itapemirim (ES) | Boa Esperança, Presidente Kennedy (ES) |
| Cacimbinha, Presidente Kennedy (ES) | Deserto Feliz, São Francisco de Itabapoana (RJ) |
| Barrinha, São Francisco de Itabapoana (RJ) | Cambucá, Campos dos Goytacazes (RJ) |
| Batatal, Campos dos Goytacazes (RJ) | Aleluia, Campos dos Goytacazes (RJ) |
| Conceição do Imbé, Campos dos Goytacazes (RJ) | Boa Vista, Quissamã (RJ) |
| Mutum, Quissamã (RJ) | Santa Luizia, Quissamã (RJ) |
| Bacurau, Quissamã (RJ) | Machadinha, Quissamã (RJ) |
| Rasa, Armação dos Búzios (RJ) | Baía Formosa, Armação dos Búzios (RJ) |
| Maria Joaquina, Cabo Frio (RJ) | Botafogo, Cabo Frio (RJ) |
| Preto Forro, Cabo Frio (RJ) | Maria Romana, Cabo Frio (RJ) |
| Sobara, Araruama (RJ) |

Por que foi desenvolvido com as comunidades quilombolas?
Essas comunidades são reconhecidas como tradicionais, por estarem localizadas em áreas historicamente impactadas — tanto pela origem na escravidão, quanto pela resistência e preservação de sua identidade, após a abolição. As comunidades quilombolas representam o legado vivo dessa história e mantêm uma forte conexão com seus territórios, o que as torna especialmente vulnerabilizadas aos impactos socioambientais, como os provocados pela indústria do petróleo e sua cadeia produtiva, na região da Bacia de Campos.
O Quipea atua para minimizar esses efeitos, ao promover o protagonismo quilombola nos espaços de gestão local e regional, a preservação, gestão e valorização de seus territórios. Tudo isso seguindo os requerimentos do licenciamento ambiental do Ibama, que preconiza a educação ambiental crítica e participativa como metodologia, além do fortalecimento cultural e da escuta ativa das comunidades.
Legado do Quipea
Ao longo de mais de 15 anos de atuação, o Quipea se consolidou como pioneiro na proposta focada em comunidades tradicionais quilombolas, dentre os projetos de educação ambiental vinculados ao licenciamento de atividades de petróleo e gás no Brasil.
Entre os principais resultados, destacam-se:
Mobilização e integração de lideranças quilombolas em oito municípios do RJ e ES;
Valorização da juventude e da ancestralidade, com equipe formada por 64% de comunitários;
Cartografia Social das 21 comunidades, como ferramenta de resgate histórico e reivindicação de direitos;
Participação de representantes quilombolas em + 70 espaços de gestão de seus territórios;
Formações continuadas sobre impactos da indústria do petróleo, participação social e o papel da educação ambiental nos territórios quilombolas para +150 representantes comunitários;
Realização de 5 Intercâmbios Culturais para troca de experiências com quilombos de várias partes do Brasil
Realização de 8 Eventos Culturais Quilombolas, reunindo cerca de 1.000 pessoas cada, e geração de autonomia com a aprovação do projeto cultural comunitário na Lei Rouanet
Elaboração de 38 Projetos de Base Comunitária contemplando as 21 comunidades quilombolas do projeto
Apoio a + 100 eventos comunitários de celebração do Dia Nacional da Consciência Negra
Quipea em Transição
Atualmente o projeto encontra-se em etapa de transição, com o objetivo de preparar as comunidades quilombolas de forma autônoma, após o seu encerramento, de modo que possam participar ativamente de programas ligados ao licenciamento ambiental.





5º Intercambio Cultural do Quipea
Transcrição
Transcrição
Transcrição do Vídeo 5º Intercâmbio Cultural do Quipea
SHELL - DESCRIÇÃO DE IMAGENS DO FILME
5º Intercâmbio Cultural do Quipea
Quilombo Quingoma
Lauro de Freitas - BA
06'58”
Início do filme: Um grupo de pessoas está reunido ao ar livre, cercado por vegetação. No centro, uma mulher negra com turbante e vestido tradicional colorido conduz uma atividade de comunhão em grupo. Os participantes, em sua maioria mulheres de camiseta branca com logotipo da Shell e com crachá, formam um corredor humano por onde esta mulher atravessa com os olhos fechados. Uma mulher com cabelo loiro trançado abraça a mulher negra de turbante.
Corta para:
— Sequência de imagens em plano próximo de participantes da atividade se abraçando. Sobre a sequência de imagens, ouvimos diferentes vozes de mulheres refletindo sobre esse momento de interação em grupo.
— Sequência de imagens mostrando participantes entre homens e mulheres negros tomando café da manhã. Imagem de homem negro com boné vermelho sorrindo com um copo descartável na mão. Ele veste uma camiseta branca com o logotipo do projeto Quipea.
A imagem do logotipo do projeto Quipea - Quilombos no Projeto de Educação Ambiental surge ao centro e desaparece alguns segundos depois, enquanto vemos uma jovem mulher negra com turbante segurando uma garrafa térmica vermelha servindo café para uma fila de mulheres de camiseta branca como logotipo da Shell e com crachá. A câmera mostra uma mão se servindo numa mesa farta de café da manhã.
Corta para:
— Plano médio de uma menina negra, sorrindo, caminha por uma rua de terra, usando turbante, blusa amarela e saia florida. Ela segura uma garrafa térmica branca. Ao fundo, há uma casa simples de tijolo e vegetação. No centro da imagem, aparece o texto: “5º Intercâmbio Cultural do Quipea – Quilombo Quingoma” que desaparece alguns segundos depois.
— Sequência de imagens de mulheres com camisetas brancas e crachás amarelos aparecem em ambiente interno, sorrindo, conversando, comendo e aplaudindo.
Corta para:
— Um grupo de pessoas caminha por uma trilha de terra em meio à vegetação. Todos estão de costas para a câmera, usando camisetas brancas, algumas com bolsas de pano no ombro. O ambiente é ao ar livre, com árvores e plantas ao redor, sugerindo um local rural ou de natureza. Sobre essa imagem ouvimos a voz de um homem falando sobre o Intercâmbio Cultural, atividade do Quipea.
— Entra em plano médio, dando continuidade à fala, a entrevista de um homem de cabelos grisalhos, pele clara, veste camiseta branca com um logotipo do Quipea no peito. Ele está em pé, ao ar livre, com árvores e vegetação ao fundo. No canto inferior direito, há uma tarja com o nome "Frederico Loureiro" e a descrição "Consultor pedagógico | Quipea".
— Sobre a entrevista, de Frederico Loureiro, entra sequência de imagens que mostram diferentes momentos de rodas de conversas realizadas durante a atividade, com participantes (homens e mulheres) vestindo camisetas brancas e crachás, se apresentando ao microfone e participando de discussões em grupo em um ambiente ao ar livre.
— Uma mulher de cabelos cacheados, pele clara, veste camiseta branca com logotipo e está em pé ao ar livre, com árvores e um muro ao fundo dá depoimento explicando a importância da atividade. No canto inferior direito, há uma tarja com o nome "Suely Ortega" e a descrição "Assessora sênior de Performance Social | Shell".
Sobre a entrevista, de Suely Ortega, entra sequência de imagens que mostram os participantes das atividades do Intercâmbio Cultural – identificados por camisetas brancas (algumas com logo da Shell) e crachás amarelos – interagindo em diferentes situações: um homem negro de cabelos grisalhos fala gesticulando para uma plateia atenta, duas mulheres trocam um cumprimento. Ao final da sequência a imagem da Suely Ortega dando entrevista é retomada para conclusão do conteúdo.
— Imagem de uma mulher de pele clara e cabelos castanhos ondulados, usando camiseta branca com logotipo “Quipea”, está em pé ao ar livre, diante de uma vegetação densa, dando entrevista destacando o ganho da atividade do 5º Intercâmbio Cultural do Quipea para as comunidades assistidas pelo Quipea. No canto inferior direito, aparece uma tarja com o nome “Priscila Amaro” e o cargo “Coordenadora pedagógica | Quipea”.
Priscila menciona a conexão com a ancestralidade que a atividade promoveu.
Sobre a entrevista entra sequência de imagens que retrata momentos de interação e acolhimento em um ambiente natural, mostrando pessoas envolvidas em atividades manuais, dinâmicas de grupo com contato físico e gestos de afeto, como abraços e sorrisos emocionados, evidenciando laços de cuidado, emoção e conexão entre as participantes. A sequência é encerrada com a imagem de duas mulheres negras que se abraçam calorosamente.
Corta para:
— Uma mulher negra, usando vestido branco e turbante azul estampado, está em pé ao ar livre, diante de um lago e vegetação tropical. Ela dá um depoimento que explica a origem do nome do quilombo Quingoma. Qui - cabeças inteligentes. Ngoma - Atabaques pequenos. No canto inferior esquerdo, aparece uma tarja com o nome “Rejane Rodrigues” e o cargo de presidente da Associação Quilombo Quingoma, Lauro de Freitas – BA.
Sobre a entrevista entra sequência de imagens que serve para ilustrar o depoimento de Rejane que exalta a qualidade da inteligência do povo negro. A sequência mostra mulheres negras sorrindo e usando turbantes coloridos, pessoas reunidas em frente a um cartaz com a inscrição “Quilombo Quingoma” em um ambiente aberto e arborizado, além de momentos de interação descontraída entre as participantes. Destacam-se cenas de fala e gesticulação de uma mulher à beira de um lago, detalhes de instrumentos musicais artesanais como tambor e chocalho, e objetos típicos como uma bolsa de palha, compondo um cenário de celebração cultural e comunitária com música, tradição e elementos artesanais.
— Após a imagem do chocalho volta a imagem de Rejane concluindo seu depoimento falando sobre a forma que eles [o povo negro] “batem o tambor’. Entra imagem de um homem idoso tocando um tambor de madeira, usando camiseta estampada colorida. Outras pessoas ao redor também tocam instrumentos de percussão.
Corta para:
— Uma mulher negra, com o cabelo trançado preso, veste camiseta branca do Quipea e um crachá com corrente amarela. Ela fala ao microfone ao centro de uma roda de conversa, em um ambiente cercado por vegetação. No canto inferior esquerdo, aparece uma tarja com o nome “Lucimara Muniz” e o cargo de educadora socioambiental da Quipea. Outras pessoas, também de camiseta branca, estão sentadas ao fundo. Lucimara fala sobre o impacto positivo do retorno às comunidades após uma atividade como o Intercâmbio Cultural. Sobre a entrevista entra sequência de imagens que serve para cobrir o conteúdo da fala.
A sequência mostra um grupo diverso de pessoas sorrindo para uma foto ao ar livre, algumas com camisetas brancas e crachás amarelos, outras com camisetas roxas do “IYÁ BAHIA”, seguido por um close no rosto de uma mulher negra de cabelos cacheados, também sorrindo, e termina com cenas de interação e abraço entre participantes em um ambiente interno, onde o acolhimento e a integração são evidenciados.
Corta para:
— Em plano médio, uma mulher negra, de cabelo preso, veste camiseta branca com logotipo e está em pé ao ar livre, diante de vegetação e uma cerca de madeira. No canto inferior direito, aparece uma tarja com o nome “Rosiele Vasconcelos” e o cargo de presidente da Associação Quilombola de Sobara, Araruama – RJ. Rosiele dá depoimento destacando a atividade do “corredor do afeto” realizada no Quilombo Quingoma durante a programação do Intercâmbio.
Corta para:
— Um grupo de mulheres sentadas em cadeiras, todas usando camisetas brancas e crachás amarelos, participa de uma roda de conversa em ambiente aberto, com vegetação ao fundo. Uma das mulheres, identificada na tarja como “Eliane dos Santos”, fala ao microfone destacando a relevância de uma das atividades. Ao fundo, há uma placa com os dizeres “Casa do Samba”.
Corta para:
— Em plano médio, Rejane Rodrigues aparece, de perfil, usando turbante vermelho e vestido estampado, falando ao microfone numa roda de conversa. Chove ao fundo.
Rejane fala sobre a importância do Quipea e do 5º Intercâmbio Cultural como atividade de fortalecimento de vínculo entre comunidades quilombolas de diversos estados.
Sobre o registro entra sequência de imagens que serve para cobrir o conteúdo da fala. A sequência retrata um grande grupo reunido em círculo sobre tapetes coloridos, participando de uma roda de conversa em ambiente interno, onde objetos e plantas estão dispostos no centro. Destacam-se momentos de emoção e acolhimento, como uma mulher negra sendo amparada por outra de turbante azul, expressões sérias e atentas de participantes, gestos de carinho entre mulheres e práticas tradicionais, como o manuseio de folhas em uma bacia, compondo um cenário de partilha, escuta e conexão comunitária.
Corta para:
— Em plano médio que se abre para uma visão geral, Rejane Oliveira, educadora socioambiental do Quipea, conduz uma roda de conversa. Ela é uma mulher negra de cabelos cacheados e, ao ar livre, fala ao microfone para um grupo de mulheres sentadas em círculo. Todas usam camisetas brancas e crachás amarelos, em um ambiente natural que transmite atenção e participação coletiva. Em sua fala, Rejane destaca a importância da inclusão das comunidades quilombolas em um Projeto de Educação Ambiental.
Corta para:
— Em plano próximo que se abre para plano médio, Rejane Rodrigues, usando turbante e vestido estampado em tons de vermelho, fala ao microfone para um grupo de mulheres sentadas — todas vestindo camisetas brancas e crachás com corrente amarela. Em sua fala, a liderança do Quilombo Quingoma aborda os problemas de saúde respiratória causados pela indústria de petróleo e gás. A sequência é intercalada com um close de uma jovem de pele parda e cabelos cacheados, que escuta com expressão atenta, também usando camiseta branca e crachá, com outras pessoas ao fundo.
Corta para:
— Em plano próximo, um homem de pele clara, barba e óculos, veste camiseta cinza com logotipo do Ibama e está em pé ao ar livre, com vegetação e uma pequena construção simples ao fundo. No canto da imagem, aparece uma tarja com o nome "Anderson Vicente, Analista ambiental | Ibama".
Anderson dá entrevista falando sobre a importância da metodologia da Cartografia Social para o Quilombo Quingoma.
Sobre o depoimento entra sequência de registros de materiais informativos e mapas sobre o Quilombo Quingoma, pessoas analisando esses materiais, além de um álbum de fotos históricas da comunidade, evidenciando um contexto de estudo, documentação e análise territorial.
Corta para:
— Em uma sequência que alterna entre planos abertos e próximos, Rejane Rodrigues, liderança do Quingoma, usa vestido branco e turbante azul enquanto discursa para um grupo uniformizado. No ambiente coberto, decorado com cartazes e um grande banner do Quilombo Quingoma, cria-se um clima de participação coletiva.
Em sua fala, Rejane aborda a invasão territorial por fazendeiros e enfatiza o conhecimento como ferramenta fundamental para a libertação.
Corta para:
— Plano Aberto. Uma mulher negra, de cabelos cacheados, veste camiseta branca e calça jeans, está em pé segurando um microfone e falando para um grupo de pessoas sentadas em círculo, todas usando camisetas brancas e crachás amarelos. No canto da imagem, aparece uma tarja com o nome "Tânia Ferreira, Educadora socioambiental | Quipea". O ambiente é ao ar livre, com vegetação ao fundo.
Tânia menciona a importância do registro da memória através da escrita.
Sobre a fala entra duas imagens de cobertura que mostra um outro grupo, com camisetas roxas e roupas coloridas, observando e manuseando um álbum de fotos, sugerindo um momento de partilha e registro de memórias da comunidade.
Corta para:
Meio do filme: Em plano médio, uma mulher negra dá entrevista, usando turbante estampado verde e amarelo e camisa polo verde-clara com o logo “Yá Bahia". Ela está em um campo de terra batida, com uma trave de futebol ao fundo. Crianças brincam no campo. No canto esquerdo da imagem, aparece uma tarja com o nome “Evanildes Cruz, Quilombo Quingoma | Lauro Freitas - BA. O ambiente é ao ar livre, com vegetação ao fundo.
Evanildes conta sobre a origem do quilombo e a conexão direta com sua família.
A fala de Evanildes é acompanhada por uma sequência de imagens que ilustram a vida em uma comunidade rural. Nas cenas, uma mulher e uma menina – ambas com turbantes coloridos – caminham por uma estrada de terra, acompanhadas por um cachorro. Em seguida, a mesma menina, vestindo camiseta amarela e saia florida, aparece sorrindo com um filhote de cachorro no colo, em frente a uma casa simples. A sequência é encerrada com um jovem negro pedalando pela estrada de terra, carregando uma criança, passando pela câmera até se distanciar.
Corta para:
— Sequência de imagens dos participantes do Intercâmbio Cultural caminhando por uma rua de terra. A maioria veste camisetas brancas do Quipea com crachás de cordão amarelo, enquanto alguns conversam e sorriem. Em destaque, dois homens caminham juntos: um usa camiseta roxa com a palavra "Yá" e o outro veste camiseta branca com crachá e óculos escuros, ambos olhando para frente.
Corta para:
—Voz masculina em off comenta sobre o avanço de construções imobiliárias ilegais na área do quilombo.
As imagens mostram: Um homem e uma mulher (com crachá e camiseta branca) caminhando em uma rua de área periférica, com muro de tijolos à vista;
Vista panorâmica de um conjunto habitacional de prédios claros em área urbana densa;
Um grupo de pessoas, de costas, observando a paisagem de um ponto alto; algumas registram a cena com celulares.
A voz se torna on quando o homem de camiseta roxa (identificado como Leonardo Pereira de Jesus, do Quilombo Quingoma, Lauro de Freitas - BA) aponta para o horizonte, em meio à vegetação.
Corta para:
— Em ambiente externo sob céu nublado, Rejane Rodrigues — mulher negra, usando turbante azul e branco — discursa para um grupo atento sobre a perda de território do quilombo para construtoras ilegais. Ela gesticula com a mão direita enquanto segura um rádio.
A sequência intercala imagens de cobertura:
Um homem de costas observa uma área de mata fechada e um barranco, com um muro de tijolos ao fundo (câmera na mão, plano americano);
O grupo, todos com camisetas brancas e crachás de cordão amarelo, caminha por uma trilha estreita cercada de vegetação alta e muros, liderado por uma mulher de cabelo preso. A câmera acompanha o grupo por trás da mulher.
Corta para:
— Voz feminina em off afirma que a sociedade não entende que “quilombo não quer terra para viver, mas para sobreviver”. Essa fala conclui a sequência anterior, que reflete sobre a perda de territórios quilombolas que deveriam estar protegidos pelo Estado.
As imagens mostram: Close nos pés descalços de uma mulher caminhando sobre a grama, vestindo uma roupa branca longa (provavelmente saia ou vestido) e sandálias marrons. O foco está no movimento, sem mostrar o rosto ou o tronco; Cena externa em área de mata: Rejane Rodrigues, mulher negra de turbante azul e branco e vestido branco, aparece de costas, caminhando em direção a uma construção improvisada de tábuas, lonas e outros materiais. O ambiente é rústico, com árvores, chão de terra e folhas espalhadas. Não há outras pessoas visíveis;
A voz passa a ser on quando, em ambiente interno de parede clara, uma mulher negra de cabelos cacheados e óculos, usando camiseta branca e crachá amarelo, fala ao microfone. Ela está sentada, participando de uma roda de conversa. No canto inferior esquerdo, aparece a tarja:
"Rejane Oliveira
Educadora socioambiental | Quipea"
Corta para:
— Sequência de cenas de dança e clima de confraternização.
Em ambiente externo, sob árvores, um grupo de pessoas — majoritariamente mulheres — forma uma roda. Algumas estão sentadas, outras em pé, todas usando camisetas brancas e crachás amarelos. Uma mulher sorri enquanto segura um bolo branco em uma bandeja. Diversas mulheres negras vão ao centro da roda para dançar, enquanto o grupo ao redor bate palmas e canta uma cantiga de roda.
Corta para:
Bloco culinário:
— Sequência de cenas, em cozinha comunitária quilombola, que mostra preparo e celebração da culinária tradicional. Inicia com imagens, em plano próximo de alimentos sendo preparados: feijão-fradinho cozinhando em uma panela, mãos macerando temperos em um pilão. O ambiente possui uma parede branca com Parede branca com pintura colorida em spray e as palavras “DENDÊ”, “ARTE” e “AMOR” escritas em preto. Há desenhos de folhas e formas orgânicas ao redor das palavras.
Corta para:
— Em plano médio, no ambiente da cozinha, mulher negra de óculos grandes e turbante vermelho, usando camiseta roxa com estampa amarela, dá entrevista. Ao fundo, outras mulheres trabalham, usando toucas e camisetas roxas. No canto inferior esquerdo, aparece a tarja: "Valquíria dos Santos, Quilombo Quingoma | Lauro de Freitas – BA.”
Valquíria comenta sobre os pratos feitos no quilombo.
Corta para:
— Plano próximo de tigela amarela cheia de pedaços de frango cozido e temperado, com uma colher de metal apoiada na borda.
Corta para:
— Plano aberto de mulher de turbante vermelho e camiseta roxa serve comida em uma mesa coberta com toalha florida. Outras pessoas, todas com crachás amarelos, aguardam na fila. Ao fundo, um grande cartaz branco com letras vermelhas: “QUILOMBO QUINGOMA”.
— Câmera volta para a cozinha. Duas mulheres, uma de turbante vermelho e outra de touca, ambas de camiseta roxa, preparam alimentos em uma cozinha clara. Elas cortam ingredientes sobre a pia. Valquíria continua seu depoimento em off falando sobre a diferença entre cozinhar em casa e cozinhar “para fora” no intuito de apresentar ao público a culinária tradicional quilombola. E como é gratificante.
Sobre o depoimento, inicia-se uma sequência de imagens que retrata a refeição coletiva no quilombo durante o 5º Intercâmbio Cultural, alternando entre planos abertos e fechados. Em um ambiente claro e arejado, homens e mulheres, todos com camisetas brancas e crachás amarelos, se servem de pratos típicos dispostos sobre a mesa. Entre os alimentos, destacam-se uma travessa de farofa amarela sendo servida, acompanhada de frutas como mamão, uma grande panela rasa de alumínio com moqueca ou ensopado amarelo decorado com rodelas de tomate e folhas verdes, além de copinhos plásticos brancos com doce de coco ralado, cuidadosamente organizados em folhas de bananeira.
Corta para:
— Homem de pele clara, cabelo curto e camisa clara, está em ambiente externo, sorrindo e gesticulando. No canto inferior esquerdo, aparece a tarja:
"Magno de Castro, Presidente da Associação Quilombola de Cacimbinha e Boa Esperança | Presidente Kennedy – ES."
Magno fala sobre o almoço tradicional servido no Quilombo Quingoma.
O bloco é encerrado com dois planos próximos de pessoas servindo alimentos à mesa. Em destaque, mãos servem comidas típicas: uma pessoa negra retira uma porção de coco ralado de uma travessa branca sobre uma toalha florida, enquanto outras mãos servem pedaços de banana cozida de uma travessa escura coberta com plástico filme, com outros alimentos e potes vermelhos ao fundo.
Corta para:
— Em plano médio, Rosiele Vasconcelos, presidente da Associação Quilombola de Sobara (Araruama, Rio de Janeiro), mulher negra de cabelo preso, veste camiseta branca com a logomarca do Quipea e crachá de cordão amarelo. Ela está em ambiente externo, com vegetação e uma cerca de madeira ao fundo, concedendo entrevista enquanto fala e gesticula com as mãos, com expressão serena.
No depoimento, Rosiele comenta sobre a experiência de conhecer o Quilombo Quingoma e destaca que, apesar de estar localizado em outro estado, na Bahia, as lutas enfrentadas são as mesmas dos quilombos do Rio de Janeiro.
Sobre a entrevista entra imagem, em plano próximo e slow, de Rosiele sentada em ambiente interno, cercada por outras pessoas, todas usando camisetas brancas e crachás amarelos. Ela está emocionada, com lágrimas nos olhos, olhando para frente, enquanto pessoas ao redor batem palmas.
Corta para:
— Mulher negra de cabelos cacheados, usando óculos escuros, camiseta branca e crachá amarelo, fala para a câmera em ambiente externo, com vegetação e cerca de madeira ao fundo. No canto inferior esquerdo, aparece a tarja: "Alessandra de Oliveira, Maria Romana | Cabo Frio – RJ." O depoimento de Alessandra dá continuidade à reflexão de Rosiele sobre as similaridades dos conflitos enfrentados pelos quilombolas.
Sobre o depoimento, inicia-se uma sequência de imagens de cobertura: uma mulher loira de cabelos trançados, vestindo camiseta branca e crachá amarelo, está de pé em ambiente interno, falando e gesticulando para um grupo que a observa sentado ao redor. O local possui paredes brancas decoradas com cestos e galhos. Em seguida, há um close no rosto de uma jovem negra de cabelos soltos, que olha para cima com expressão atenta e reflexiva; o fundo desfocado sugere que ela está em meio a outras pessoas. Por fim, uma mulher negra de cabelos longos e cacheados, sentada em círculo, fala ao microfone enquanto outras mulheres e homens, todos com camisetas brancas e crachás amarelos, prestam atenção.
O depoimento de Alessandra volta a ser on, sendo concluído com um plano aberto de um grupo de pessoas sentadas — homens e mulheres, todos com camisetas brancas e crachás amarelos — batendo palmas. Algumas pessoas apresentam expressão de concentração, enquanto outras demonstram alegria.
Corta para:
— Voz em off de uma mulher dizendo o quanto foi emocionante participar das atividades do 5º Intercâmbio Cultural no Quilombo Quingoma. As imagens mostram: um plano aberto de mulher de cabelos lisos e escuros, de pé, fala para o grupo sentado em ambiente interno. Ela está com as mãos juntas, em gesto de agradecimento ou emoção. Ao fundo, parede branca e plantas. Na sequência, um plano médio destaca uma mulher negra de cabelos longos, sentada no chão, levando a mão à testa em gesto de emoção ou reflexão, enquanto outras mulheres sentadas ao fundo observam.
A voz passa a ser on quando, em ambiente externo, com casa simples e vegetação ao fundo, Mulher negra de cabelo preso, usando camiseta branca e crachá amarelo, fala para a câmera . No canto inferior esquerdo, aparece a tarja: "Maria Elena da Silva, Representante da Comissão Articuladora do Quipea | Santa Luzia, Quissamã – RJ"
Maria Elena conclui o depoimento dizendo que levará a experiência para a vida toda.
Corta para:
Bloco final: — Plano médio: Rejane Rodrigues, mulher negra, vestindo um turbante colorido estampado, brincos grandes e blusa verde aparece de perfil, segurando um microfone e falando. Ao fundo, parede branca decorada com um arco de madeira pendurado. Rejane menciona que pela primeira vez os quilombolas da comunidade Quingoma estão fazendo uma apresentação musical e de dança para outros quilombolas.
Corta para:
— Sequência de imagens que alternam entre planos abertos, fechados e câmera na mão, mostrando um ambiente interno decorado com cestos e arco de madeira. Pessoas de diferentes idades, muitas vestindo roupas e turbantes coloridos, formam um círculo animado onde acontecem apresentações de dança e música. No centro, mulheres, homens e crianças se revezam dançando — entre eles, uma mulher idosa, uma mulher negra de turbante colorido e blusa verde, uma mulher branca de cabelo preso e uma menina de vestido rodado —, todos sorrindo e celebrando, enquanto o grupo ao redor aplaude, canta, bate palmas e registra os momentos com celulares. Detalhes como pés descalços dançando sobre folhas verdes, instrumentos de percussão sendo tocados e expressões de alegria e intensidade reforçam o clima festivo e de integração coletiva. A trilha musical de fundo foi captada ao vivo durante o evento e é um samba tradicional quilombola.
Perto do final do filme, sobre a sequência de imagens de dança, a trilha musical diminui e ouve-se, em off, a voz de Anderson Vicente, analista do IBAMA, que afirma que o Quilombo Quingoma proporcionou aos participantes um processo de cura, ao possibilitar que cada um se enxergasse como “fruto ou continuidade da sua ancestralidade”. Em seguida, escuta-se em off a voz de Rejane Rodrigues, que destaca que o que alimenta a alma quilombola é essa festividade e resistência: “Que mesmo que nos matem, o que a gente tem de bom e precioso não tira”.
Corta para:
Final do vídeo: Plano médio de Rejane Rodrigues, mulher negra, usando turbante azul, vestido branco e colar estampado, sorrindo amplamente para a câmera em ambiente externo, com vegetação ao fundo. Fusão para as cartelas de crédito em fundo branco.
— A primeira cartela apresenta o logotipo do IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, com a sigla MMA abaixo. Na parte inferior, o texto informa: "A realização do Quipea é uma medida de mitigação exigida pelo licenciamento ambiental federal, conduzido pelo IBAMA".
Em seguida, aparece a segunda cartela com o logotipo da Ambiental Engenharia e Consultoria, tendo o nome da empresa escrito ao lado nas cores preto e verde.
Por fim, a terceira cartela exibe apenas o logotipo da Shell nas cores amarelo e vermelho, sem nenhum texto adicional, acompanhado pela vinheta sonora característica da empresa.