Prêmio Shell de Teatro celebra vencedores da 36ª edição em noite de reconhecimento à diversidade da cena brasileira
Espetáculo da Bahia vence na categoria Destaque Nacional. Zezé Motta foi a grande homenageada da noite. Eduardo Moscovis conquista seu primeiro prêmio teatral em 37 anos de carreira

O Prêmio Shell de Teatro realizou, nesta quarta-feira (18), em São Paulo, a cerimônia de premiação de sua 36ª edição, reunindo artistas, criadores, jurados e convidados para celebrar a força e a diversidade do teatro brasileiro. O evento apresentou um amplo panorama da produção cênica contemporânea, com mais de 70 profissionais e coletivos indicados, distribuídos em mais de 40 espetáculos. Entre os destaques da noite, Eduardo Moscovis venceu o prêmio de Melhor Ator, pelo júri do Rio de Janeiro, por sua atuação em O Motociclista no Globo da Morte. Esta foi a primeira premiação teatral do artista em 37 anos de carreira.
Na categoria Dramaturgia, Silvia Gomez venceu pelo júri de São Paulo com Lady Tempestade. No Rio de Janeiro, o prêmio foi para Mauricio Lima e Tainah Longras, por Vinte. Renato Livera foi eleito Melhor Ator pelo júri paulista, por Deserto, enquanto Sirlea Aleixo venceu como Melhor Atriz por Furacão. No Rio, Larissa Luz levou o prêmio de Melhor Atriz por Torto Arado – O Musical.
Na Direção, Camila Bauer venceu pelo júri do Rio de Janeiro com Instinto, e Rodrigo Portella foi premiado em São Paulo por sua adaptação de (Um) Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago.
Na categoria Destaque Nacional, que reconhece produções fora do eixo Rio-São Paulo, o vencedor foi AKOKO LATI WA NI – Tempo de Ser, da Cia Única de Teatro, de Feira de Santana (BA). Já o prêmio Energia que Vem da Gente, dedicado a iniciativas de impacto social, foi concedido ao grupo Turma O.K., coletivo LGBTQIAPN+ com mais de seis décadas de atuação pelo júri do Rio, enquanto por São Paulo, levou Leda Maria Martins, por seu trabalho em pesquisa e orientação artística.
Homenagem a Zezé Motta
A atriz Zezé Motta foi a homenageada da noite, em reconhecimento à sua trajetória e contribuição para a cultura brasileira. Referência de talento, presença cênica e representatividade, a artista construiu uma carreira que atravessa gerações, com atuação marcante no teatro, cinema e televisão.
“Fico muito emotiva em receber esse prêmio pelo que ele representa. O teatro foi fundamental na construção da artista que me tornei. Foi nele que me entendi como mulher negra, enfrentei medos e aprendi que a arte também é um ato de liberdade. Dedico essa homenagem à minha família, à minha equipe e ao público que me acompanha há mais de 60 anos”, afirmou a atriz, emocionada.
A cerimônia foi apresentada por Débora Falabella e Silvero Pereira, e contou com direção de Matheus Malafaia e roteiro de Nathalia Oliveira.
“O teatro é um vetor de transformação e mudança social e o Prêmio Shell de Teatro reafirma, a cada edição, seu compromisso com a valorização da cultura brasileira. Mais do que celebrar trajetórias e criações de excelência, esta premiação também destaca o legado da cena teatral como espaço de reflexão, diversidade e encontro com a sociedade. A história do Prêmio é de parceria com arte brasileira, o que nos inspira a seguir em frente e continuar realizando o Prêmio Shell”, afirma Glauco Paiva, gerente executivo de Comunicação e Marca da Shell Brasil.
Vencedores da 36ª edição do Prêmio Shell de Teatro
Destaque Nacional
AKOKO LATI WA NI - Tempo de Ser, da Cia Única de Teatro, de Feira de Santana, Bahia
Vencedores pelo Júri do Rio de Janeiro
Dramaturgia
Mauricio Lima e Tainah Longras – Vinte
Direção
Camila Bauer – Instinto
Ator
Eduardo Moscovis – O Motociclista no Globo da Morte
Atriz
Larissa Luz – Torto Arado – O Musical
Cenário
Cachalote Mattos – À Vinha d'Alhos
Figurino
Ananda Almeida e Raphael Elias – Negra Palavra - Poesia do Samba
Iluminação
Marina Arthuzzi – Velocidade
Música
Muato – Vinte
Energia que Vem da Gente
Turma Ok – trajetória de mais de 60 anos
Vencedores pelo Júri de São Paulo
Dramaturgia
Silvia Gomez – Lady Tempestade
Direção
Rodrigo Portella – (Um) Ensaio Sobre a Cegueira
Ator
Renato Livera – Deserto
Atriz
Sirlea Aleixo – Furacão
Cenário
Luh Maza – Carne Viva
Figurino
Eder Lopes – Pai Contra Mãe ou Você Está Me Ouvindo?
Iluminação
Wagner Antônio e Dimitri Luppi – Filoctetes em Lemnos
Música
Clara Potiguara – Tybyra – Uma Tragédia Indígena Brasileira
Energia que Vem da Gente
Leda Maria Martins – pesquisa e orientação artística
Corpo de jurados
O Prêmio Shell de Teatro conta com um corpo de jurados composto por profissionais de reconhecida atuação na cena cultural, entre curadores, críticos, artistas e gestores.
Rio de Janeiro
Bia Radunsky (gestora e curadora de projetos culturais)
Biza Vianna (figurinista, diretora de arte e produtora cultural)
Daniele Ávila (artista de teatro, crítica e curadora)
Leandro Santanna (produtor cultural, gestor público e ator)
Paulo Mattos (curador e produtor cultural)
São Paulo
Gabriela Mellão (autora, diretora e jornalista teatral)
Ferdinando Martins (professor e crítico de arte)
Lucelia Sergio (atriz, diretora e dramaturga)
Maria Luisa Barsanelli (jornalista)
Sergio Oliveira (curador, produtor e gestor cultural)
Destaque Nacional
Dane de Jade (atriz, pesquisadora e gestora cultural)
Giovana Soar (atriz, diretora, tradutora e curadora)
Guilherme Diniz (pesquisador, crítico cultural e professor)
Marcio Meirelles (encenador, dramaturgo e gestor cultural)
Sobre o Prêmio Shell de Teatro
Criado e realizado pela Shell Brasil desde 1988, o Prêmio Shell de Teatro é uma iniciativa proprietária da companhia e o mais longevo reconhecimento das artes cênicas em atividade no Brasil. Anualmente, contempla produções nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, premiando profissionais em categorias como Dramaturgia, Direção, Atuação, Cenário, Figurino, Iluminação, Música e Iniciativas de Impacto Social. Em 2023, o prêmio ampliou sua atuação com a criação da categoria Destaque Nacional, voltada a reconhecer espetáculos e artistas de outras regiões do país, fora do eixo Rio-São Paulo. Ao longo de mais de três décadas, o Prêmio Shell tem acompanhado as transformações da cena teatral brasileira, incentivando a diversidade estética, a inovação e o compromisso social da criação artística. A iniciativa reafirma o apoio contínuo da Shell à cultura como força crítica, criativa e transformadora.
Sobre a Shell
Desde 1913 no país, a Shell Brasil é uma companhia de energia integrada, com participação nos setores de Petróleo e Gás, Soluções Baseadas na Natureza, Pesquisa & Desenvolvimento e Trading, por meio da comercializadora Shell Energy Brasil. A companhia está presente ainda no segmento de Biocombustíveis por meio da joint-venture Raízen, que no Brasil também gerencia a distribuição de combustíveis da marca Shell. A Shell Brasil trabalha para atender à crescente demanda por energia de forma econômica, ambiental e socialmente responsável, avaliando tendências e cenários para responder ao desafio do futuro da energia.
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