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Shell Energy Brasil destaca oportunidade de ampliar integração do mercado de gás no Cone Sul durante a ROG.e

Maior integração pode expandir alternativas de suprimento e competitividade, mas avanço em escala depende de infraestrutura e previsibilidade regulatória

Cinco homens participam de um painel em um palco, sentados em poltronas brancas. Um dos participantes fala ao microfone, enquanto os demais acompanham a conversa. Ao fundo, um grande painel em tons de laranja exibe o logotipo “ROG-e”.

A maior integração do mercado de gás no Cone Sul pode ampliar as alternativas de suprimento para o Brasil e contribuir para um mercado regional mais competitivo. Para isso, será necessário avançar em infraestrutura e garantir previsibilidade nos ambientes jurídico, fiscal e regulatório. Essa foi a principal mensagem de Rodrigo Soares, presidente da Shell Energy Brasil, durante o painel “Oportunidades para um mercado de gás integrado no Cone Sul”, realizado nesta quarta-feira (23), na ROG.e 2026. O bate-papo foi moderado por Vinicius Romano, da Rystad Energy, e reuniu Alejandro Catalano, da Pan American Energy; Jorge Hijjar, da TBG; e Luciano Rojas, da TotalEnergies.

O debate ocorre em um momento de avanço da integração energética regional. O Brasil já recebeu os primeiros volumes de gás natural de Vaca Muerta, na Argentina, enquanto os dois países avaliam alternativas para ampliar esse fluxo, incluindo rotas pela Bolívia, Paraguai, Uruguai e uma conexão direta pelo Rio Grande do Sul.

“A integração para a Shell Energy já começou. Temos equipes na Argentina e no Chile e esse fluxo regional já é uma realidade para nós. A questão agora é como conseguimos fazer esse fluxo chegar ao Brasil e como criamos condições para estruturar contratos de médio e longo prazo”, afirmou Soares.

Competitividade e previsibilidade

Durante o painel, Rodrigo destacou que a competitividade do gás entregue ao consumidor depende tanto do preço da molécula quanto do custo para transportá-la até o mercado. Nesse cenário, o aumento da disponibilidade de gás argentino pode ampliar a competição na oferta, enquanto diferentes alternativas logísticas devem ser avaliadas.

Para o executivo, a garantia do suprimento é essencial, especialmente para clientes industriais: “Quando você vende gás para um cliente final, para uma indústria, precisa vender firme. Ter a certeza de que você vai fornecer esse gás é muito importante”.

Segundo Soares, transformar o potencial regional em investimentos e contratos de maior duração também depende de regras previsíveis.

“Quando você assume um compromisso de longo prazo, uma mudança na sistemática ou nas regras pode afetar muito a economia do projeto. Ter a certeza de que as regras estão bem estabelecidas é fundamental. É um momento muito oportuno, temos emos empresas querendo desenvolver esse mercado e temos gás disponível. O quanto antes conseguirmos trazer mais segurança jurídica, fiscal e regulatória, mais fácil será avançar”, afirmou.

Sobre a Shell Energy Brasil

Atuando no país desde 2017, a Shell Energy Brasil é a empresa comercializadora de eletricidade, produtos ambientais e gás natural da Shell no Brasil. A empresa tem se dedicado a criar soluções inteligentes que garantam mais liquidez e flexibilidade para o mercado de gás natural, tendo sido a primeira empresa privada a comercializar gás no mercado livre, desde o primeiro dia da abertura, e uma das primeiras companhias a oferecer contratos no mercado spot. Com seu balanço patrimonial e escala global, a Shell Energy oferece a confiança que o consumidor brasileiro conhece há 113 anos, agora encontrando novos caminhos rumo à transição energética e soluções customizadas para seus clientes.