Roberto – Além do que se vê

SHELL ROBERTO IRINEU

Duração: 02:54

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Em uma sala de aula.

[Roberto Irineu]

Minha mãe quando chegou no Nordeste ela não era alfabetizada, ela só reconhecia o dinheiro através da cor. Isso foi tão importante pra ela que ela falou “quero que meu filho estude”.

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Shell apresenta. Energia que vem da gente. Além do que se vê.

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Roberto Irineu, homem branco de cabelos lisos e castanhos.

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Professor vencedor do prêmio Shell de educação científica.

[Roberto Irineu]

Minha família é uma família de nordestinos, chegaram aqui no Rio de Janeiro nos anos 70, e eu vivia em Madureira, numa chácara numa comunidade de feirantes.

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Mãos seguram cartas.

[Roberto Irineu]

Com nove anos eu já domino a leitura, sabia escrever algumas palavras etc., e eu começo a ler cartas para esses trabalhadores e geralmente depois do trabalho quando todo mundo já tinha jantado, eu reservava esse tempo para escrever as cartas também. Eu via o quanto isso estava sendo importante para eles.

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Há um relógio em uma parede. Pés caminham por um chão de madeira. Roberto usando camisa e calça social, caminha por um corredor.

[Roberto Irineu]

Teve um momento na minha vida que eu pensei em desistir de estudar, óbvio que eu não falava isso para minha mãe, mas aí teve uma professora, uma professora de matemática, uma senhora já, que quis saber por que eu estava faltando, ela veio na horta e estava me chamando “Roberto, eu sei que você está aqui”. E aquilo me despertou “nossa, tem alguém que se preocupa comigo, e alguém importante porque é uma professora.”.

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Roberto caminha por um mezanino com grandes janelas.

[Roberto Irineu]

O professor ele tem que... não ser aquele professor fechado, que já vem com conteúdo dominante, mas ele tem que andar de mãos dadas com o aluno e eu tive essa experiência porque quando fui dar aula para alunos cegos, na minha formação não teve preparação nenhuma. Agora dando aula de Biologia que é uma disciplina completamente imagética, né? Explora muito a imagem, como transmitir isso para um aluno cego?

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Alguém desenha em uma lousa.

[Roberto Irineu]

Quando eu vou estudar, eu analiso a estrutura, recorro as ilustrações plásticas, e tento montar esse modelo de forma tridimensional, com texturas diferentes e com materiais diferentes.

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Nas mãos de Roberto há um modelo tridimensional de um globo ocular.

[Roberto Irineu]

A Shell para mim era uma empresa que trabalha com postos de gasolina, eu lembro do meu pai estacionando para abastecer o carro, de repente eu encontrei uma outra Shell. O prêmio Shell de educação científica representou uma assinatura do meu trabalho, eu consegui me realizar, sabe?

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É difícil encontrar uma energia como a do Roberto. Porque a energia dele vai além do que os olhos podem ver.

[Roberto Irineu]

Como eu disse lá na premiação, as minhas alunas elas enfrentam toda uma dificuldade para chegar na porta da escola diariamente, e elas ficaram de pé e eu pedi para todos aplaudirem aquelas alunas, naquele momento.

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A Shell acredita na energia que vem do Roberto. A Shell acredita na energia que vem da gente.

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Logo da Shell, que é uma concha vermelha e amarela.

Transformando barreiras em oportunidades

Quando criança, Roberto Irineu vivia em uma comunidade de feirantes em Madureira, na Zona Norte do Rio. Aos 9 anos, ele se dedicava a ler e escrever cartas para trabalhadores que ali moravam. Em um dado momento, Roberto perdeu o interesse pelos estudos e parou de frequentar a escola. Certo dia, uma de suas professoras foi atrás para saber o que tinha acontecido. Sem imaginar, ela foi responsável por resgatar sua autoestima e o reconectar com sua essência.

Até hoje, aquele gesto ainda serve como combustível para o professor reafirmar diariamente seu compromisso com o ofício de lecionar, transformando barreiras em oportunidades de inovar. Com olhar sempre atento, Roberto percebeu, logo nos primeiros dias de aula, o interesse de alunas com deficiência visual no laboratório de Biologia, uma disciplina tão imagética. Sem pensar duas vezes, buscou formas criativas para adaptar o material de ensino para incluir as estudantes nas atividades daquela matéria. Esta iniciativa foi reconhecida e premiada pelo Prêmio Shell de Educação Científica em 2019.

É assim que a energia do Roberto se conecta com a energia da Shell, pois ela vai muito além do que se vê.

Na imagem, o Roberto, professor de biologia, conta sua história para as câmeras da campanha Energia que Vem da Gente
Roberto Irineu é professor e, em 2019, foi um dos vencedores do Prêmio Shell de Educação Científica.

Para você, o que significa ser protagonista de uma campanha de marca da Shell?

É um marco na minha vida, mesmo. Quando foi falado que eu seria um embaixador da Shell, aquilo me tocou, tive a consciência de estar fazendo parte da história da companhia. Durante as filmagens, fiquei impressionado com o cuidado de toda a equipe, a atenção e o respeito. É uma campanha de marca, mas também é a história real da minha vida que está sendo compartilhada, e isso trouxe à tona muitas emoções. Estou realmente maravilhado!

De onde vem e para onde vai a sua energia?

Por ter tido a ajuda de muitas pessoas ao longo da minha vida, eu sinto uma necessidade de fazer sempre o meu melhor em resposta a isso. Toda vez que entro na sala de aula, eu tenho uma nova chance e uma nova forma de interagir com aqueles alunos. Sou realizado com minha profissão e esse sentimento é um combustível para mim. Se cada um fizer o seu melhor dentro daquilo que se propõe, poderemos mudar a nossa realidade enquanto sociedade.

Como a sua energia se conecta com a sua profissão?

É tudo uma questão de doação. Essa doação na forma de transmissão de conhecimento é o maior valor do meu trabalho e é isso que me motiva a estar em sala de aula. Pensar diariamente em como levar estes ensinamentos a eles é como se a gente tivesse a oportunidade de ter uma nova visão de vida. Eu tenho um compromisso muito forte de olhar para a necessidade de cada aluno, estar sempre atento a como criar mecanismos para compartilhar o conhecimento e transformar a vida daqueles jovens.

Representatividade deste vídeo para o negócio da Shell Brasil

Ao longo de sua carreira, Roberto Irineu deparou com jovens que necessitavam de metodologias inovadoras e individualizadas para que o processo de aprendizado fosse completo. Criativo, o professor não hesitou em focar suas energias para transpor as barreiras enfrentadas por alunos com deficiência. Primeiro, uma aluna o motivou a produzir vídeos em Libras sobre a utilização dos equipamentos do laboratório de Biologia, já que essa era a principal forma de comunicação daquela jovem. Depois, a inclusão de outras duas alunas com deficiência visual foi o motivo para a criação de modelos tridimensionais relacionados à membrana plasmática. O professor deu o pontapé inicial, mas elas se tornaram protagonistas do projeto ao fazer intervenções nos modelos e adaptá-los às suas necessidades. Juntos, eles encontraram formas inovadoras de ensinar e aprender com as diferenças.

E a iniciativa do Roberto foi reconhecida no Prêmio Shell de Educação Científica do Rio de Janeiro em 2019 e está em consonância com os valores de Diversidade & Inclusão vividos na Shell Brasil. A companhia tem uma política global que busca a inclusão de pessoas dos mais diferentes perfis em todas as áreas da organização, colaborando com a criação de uma força de trabalho diversa – o que é visto pela empresa como uma vantagem competitiva. Para quebrar barreiras e permitir a inclusão de todos, a enABLE, uma das redes de afinidade da Shell Brasil, promove a inclusão e o desenvolvimento profissional de funcionários com deficiência.

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