O 33º Prêmio Shell de Teatro contará com algumas novidades e um regulamento especial por conta da pandemia, que impactou profundamente a cena teatral. Houve modificações nos júris, que agora são compostos por Leandro Santanna (produtor cultural, gestor público e ator), Ana Luisa Lima (professora, produtora e gestora cultural), Biza Vianna (figurinista, diretora de arte e produtora cultural), Patrick Pessoa (dramaturgo e crítico teatral) e Paulo Mattos (curador e produtor cultural) no Rio de Janeiro e por Evaristo Martins de Azevedo (crítico de arte), Ferdinando Martins (professor e crítico de arte), Luiz Amorim (ator, diretor e gestor em produção cultural), Maria Luisa Barsanelli (jornalista) e Luh Maza (dramaturga, diretora, roteirista e atriz) em São Paulo.
Entre as novidades, também está a mudança da categoria Inovação, que passa a se chamar Energia Que Vem Da Gente, slogan da Shell no Brasil, e premiará iniciativas com impacto social positivo. Esta nova categoria visa reconhecer a criatividade dos artistas e seu impacto positivo no seu entorno e na sociedade brasileira.
"Temos um imenso orgulho do Prêmio Shell de Teatro, uma das mais tradicionais premiações da cena teatral brasileira. Por meio desta iniciativa, seguimos impactando vidas positivamente, celebrando os brasileiros, sua cultura e suas histórias”, destaca Glauco Paiva, gerente executivo de Comunicação e Responsabilidade Social da Shell Brasil, grande fomentadora da cultura nacional.

Os indicados

A lista de indicados revela um grande panorama da produção teatral dos últimos anos, incluindo indicações para projetos que foram criados por conta do período pandêmico.
A categoria Energia que vem da gente, por exemplo, traz indicações para ações que envolveram campanha de arrecadação de alimentos e a luta para a aprovação das leis Aldir Blanc e Paulo Gustavo, movimentos de produção de teatro online, entre outros.
Pela primeira vez, o Prêmio Shell de Teatro inclui uma série de artistas trans em sua lista, como as atrizes Vitória Jovem Xtravaganza e Vini Ventania Xtravaganza, por “Sem Palavras”, Verónica Valenttino, por Brenda Lee e o Palácio das Princesas, e Assucena, por “Mata teu pai - Ópera Balada”, todas indicadas na categoria Atriz. O coletivo CATS (Coletivo de Artistas Transmasculines) também foi lembrado pela pesquisa histórica e ações de visibilidade e inclusão dos artistas transmasculines no Brasil.
Os espetáculos recordistas do ano são “Sem Palavras” e “Ficções”, com cinco indicações cada.

Confira a lista com todos os indicados:

SELEÇÃO JÚRI RIO DE JANEIRO

DRAMATURGIA

  • Henrique Fontes e Vinicius Arneiro por “Peça de Amar”
  • Gilson de Barros por “Riobaldo”
  • Cecilia Ripoll por “Pança”
  • Elisandro de Aquino por “Eu Amarelo”
  • Rodrigo Portella por “Ficções”
  • Marcio Abreu e Nadja Naira por “Sem Palavras”

DIREÇÃO

  • Renata Tavares por “Nem Todo Filho Vinga”
  • Enrique Diaz e Marcio Abreu por “O Espectador”
  • Rodrigo Portella por “Ficções”
  • Paulo de Moraes por “Neva”
  • Marcio Abreu por “Sem Palavras”
  • André Paes Leme por “A Hora da Estrela ou O Canto da Macabéa”

ATOR

  • Reinaldo Junior por “O Grande Dia”
  • Milton Filho por “Joãosinho e Laíla: Ratos e Urubus, Larguem Minha Fantasia”Cridemar Aquino por “Joãosinho e Laíla: Ratos e Urubus, Larguem Minha Fantasia”
  • Gilson de Barros por “Riobaldo”
  • Fábio Osório Monteiro por “Sem Palavras”
  • Mario Borges por “A Última Ata”

ATRIZ

  • Ana Carbatti por “Ninguém Sabe Meu Nome”
  • Vera Holtz por “Ficções”
  • Vilma Melo por “Mãe de Santo”
  • Andrea Beltrão por “O Espectador”
  • Vitória Jovem Xtravaganza por “Sem Palavras”
  •  Viní Ventania Xtravaganza por “Sem Palavras”

CENÁRIO

  • J.C. Serroni por “Morte e Vida Severina”
  • André Curti e Artur Luanda Ribeiro por “Enquanto Você Voava, Eu Criava Raízes”
  • João Marcelino por “Candeia”
  • Bia Junqueira por “Ficções”
  • Cachalote Mattos por “Turmalina 18 - 50”
  • Marcio Meirelles por “Do Outro Lado do Mar”

FIGURINO

  • Wanderley Gomes por “Vozes Negras: A Força do Canto Feminino”
  • João Pimenta por “Ficções”
  • Ticiana Passos por “Enquanto Você Voava, Eu Criava Raízes”
  • Julia Vicente e Gabriel Vieira por “Peça de Amar”
  • Marie Salles por “O Espectador”

ILUMINAÇÃO

  • Cesar de Ramires por “Morte e Vida Severina”
  • Artur Luanda Ribeiro por “Enquanto Você Voava, Eu Criava Raízes”
  • Gabriel Fontes Paiva e André Prado por “Um Precipício no Mar”
  • Alexandre O. Gomes por “A Jornada de um Herói”
  • Maneco Quinderé por “Neva”
  • Fernanda Mantovani por “Caim”

MÚSICA

  • Jorge Maya pela direção musical de “Luiza Mahin ... Eu Ainda Continuo Aqui”
  • Itamar Assiere pela direção musical de “Morte e Vida Severina”
  • Chico César e Marcelo Caldi pela direção musical de “A Hora da Estrela ou O Canto da Macabéa”
  • Ananda K pela direção musical de “Candeia”
  • Claudia Elizeu e Wladimir Pinheiro pela direção musical de “Vozes Negras: A Força do Canto Feminino”
  • Azullllllll pela direção musical de “Cão Gelado”

ENERGIA QUE VEM DA GENTE

  • “Companhia Cria do Beco”, baseada no Complexo da Maré, pelo espetáculo Nem Todo Filho Vinga, que traduz para a contemporaneidade de modo complexo e eletrizante o conto Pai contra Mãe, de Machado de Assis, possivelmente o maior libelo antirracista da história da literatura brasileira.
  • “Associação de Produtores de Teatro do Rio de Janeiro (APTR)”, pela campanha de arrecadação realizada durante a pandemia, que ajudou inúmeros profissionais do teatro a sobreviverem materialmente, e também por ter sido fundamental na luta para a aprovação no Congresso Nacional das leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc.
  •  “Cia de Mystérios e Novidades”, por fomentar há 40 anos um teatro marcado pela diversidade e multiplicidade e, mais recentemente, por ter criado sua Escola Sem Paredes, um complexo de espetáculos, performances, cortejos, intervenções urbanas, exposições, aulas, seminários, oficinas e atividades socioculturais fundamentais para a ocupação do território da zona portuária do Rio de Janeiro e para o enriquecimento do calendário cultural da cidade. 
  • “Pandêmica Coletivo”, por seu pioneirismo em criar uma plataforma online durante a pandemia, possibilitando a colaboração continuada entre artistas de diversas partes do Brasil, a experimentação de novos recursos na produção teatral online e difusão desses novos trabalhos.
  • “Revista Questão de Crítica”, por ter contribuído para o fortalecimento das ações online criadas durante a pandemia, estimulando o debate sobre novas possibilidades estéticas abertas por esse novo modo de produção teatral, e também por ter sido, ao longo de 15 anos de existência, decisiva para o fomento do pensamento crítico nas artes cênicas brasileiras.
  • “Projeto Que boca na cena?”, por ter realizado transmissões virtuais de espetáculos para fomentar a distribuição de renda para profissionais da cultura durante a pandemia e, nesse processo, por ter se firmado como importante espaço de uma prática antirracista continuada, que amplifica o alcance de trabalhos de artistas negros e periféricos.

SELEÇÃO JÚRI SÃO PAULO

DRAMATURGIA

  • Dione Carlos por “Cárcere ou Porque as Mulheres Viram Búfalos”
  • Soraia Costa por “Sete Cortes até Você”
  • Ronaldo Serruya por “A Doença do Outro”
  • Viviane Dias por “Tarsila ou A Vacina Antropofágica”
  • Lucas Moura por “Desfazenda – Me Enterrem Fora Desse Lugar”
  • Paola Prestes por “Bata Antes de Entrar”

DIREÇÃO

  • Miguel Rocha por “Cárcere ou Porque as Mulheres Viram Búfalos”
  • Lázaro Ramos e Tatiana Tibúrcio por “O Método Grönholm”
  • Ruy Cortez e Marina Nogaeva Tenório por “A Semente da Romã” e “As Três Irmãs”
  • José Fernando Peixoto de Azevedo por “Um Inimigo do Povo”
  • Janaina Leite por “A História do Olho – Um Conto de Fadas Pornô-noir”
  • Rogério Tarifa por “O Que Nos Mantém Vivos?”

ATOR

  • Clayton Nascimento por “Macacos”
  • Paulo Marcello por “O Fazedor de Teatro”
  • Rodrigo Pandolfo por “F.E.T.O (Estudos de Doroteia Nua Descendo a Escada)”
  • Luis Lobianco por “O Método Grönholm”
  • Odilon Wagner por “A Última Sessão de Freud”
  • Zécarlos Machado por “Papa Highirte”

ATRIZ

  • Verónica Valenttino por “Brenda Lee e o Palácio das Princesas”
  • Assucena por “Mata Teu Pai – Ópera Balada”
  • Ana Lucia Torre por “Longa Jornada Noite Adentro”
  • Sara Antunes por “Anjo de Pedra”
  • Clara Carvalho por “Um Inimigo do Povo”
  • Laila Garin por “A Hora da Estrela ou O Canto da Macabéa”

CENÁRIO

  • Fabio Namatame por “A Última Sessão de Freud”
  • Daniela Thomas e Felipe Tassara por “Molly Bloom”
  • Bira Nogueira por “Meu Reino por um Cavalo”
  • Luiz André Charubine e Mandy por “Pérsia”
  • Zé Henrique de Paula por “Sweeney Todd”
  • Chris Aizner por “Outono, Inverno ou O Que Sonhamos Ontem”

FIGURINO

  • Claudia Schapira por “Na Solidão dos Campos de Algodão”
  • Marichilene Artisevskis por “Mary Stuart”
  • Karen Brusttolin por “Gaslight, uma Relação Tóxica”
  • Anne Cerutti por “Consentimento”
  • João Pimenta por “F.E.T.O (Estudos de Doroteia Nua Descendo a Escada)”
  • Silvana Marcondes por “Nzinga”

ILUMINAÇÃO

  • Wagner Pinto por “F.E.T.O (Estudos de Doroteia Nua Descendo a Escada)”
  • Cesar Pivetti por “Brilho Eterno”
  • Aline Santini por “Na Solidão dos Campos de Algodão”
  • Cibele Forjaz por “Altamira 2042”
  • Wagner Antonio por “Com os Bolsos Cheios de Pão”
  • Wagner Freire por “Mary Stuart”

MÚSICA

  • Marco França pela direção musical de “Tatuagem”
  • Tom Zé e Maria Beraldo pela música de “Língua Brasileira”
  • Alisson Amador, Amanda Abá, Denise Oliveira e Jennifer Cardoso pela execução musical em “Cárcere ou Porque as Mulheres Viram Búfalos”
  • Dani Nega, Eugênio Lima e Roberta Estrela D’Alva pela direção musical de “Hip Hop Blues”
  • Felipe Botelho, Amanda Ferraresi, NBKE e Wallie Ruy pela execução musical em “Wonder – Vem pra Barra Pesada”
  • Dan Maia pela música de “Tebas”

ENERGIA QUE VEM DA GENTE

  • “Éssa Companhia de Teatro”, pelo trabalho com a comunidade de São Miguel Paulista, no extremo da Zona Leste de São Paulo, que resultou no espetáculo Ensaio para dois perdidos.
  • “Coletivo 302”, pela valorização da ancestralidade em Cubatão, na baixada santista, refletindo sobre a herança socioambiental da época em que era a cidade mais poluída do mundo, expressa de maneira contundente no espetáculo Vila Parisi.
  • “Rede de Leituras”, pela importante reunião de profissionais do teatro para fomentar e difundir a dramaturgia contemporânea em tempos pandêmicos.
  • “Cia Munguzá de Teatro”, por suas ações artísticas e sociais acolhendo a população da Cracolândia e seu entorno durante a pandemia de Covid-19.
  • “CATS (Coletivo de Artistas Transmasculines)”, pela pesquisa histórica e ações de visibilidade e inclusão dos artistas transmasculines no Brasil.
  • “Os Satyros”, pelo projeto A arte de enfrentar o medo / The art of facing the fear, reunindo simultaneamente artistas de vários países dos cinco continentes e fomentando a experimentação de formatos digitais durante a pandemia.

As homenageadas

A 33ª edição do Prêmio Shell de Teatro celebra duas das mais importantes atrizes brasileiras, reafirmando o protagonismo feminino no teatro nacional. Uma das homenageadas é Léa Garcia, que celebra 90 anos agora em 2023 e tem memoráveis passagens nas artes cênicas. Lea participou da montagem original de ‘Orfeu da Conceição’, que estreou em 1956, além de espetáculos históricos como ‘Perdoa-me por me traíres’ e ‘Anjo Negro’. A outra homenageada é Teuda Bara, ícone do teatro mineiro, uma das fundadoras do Grupo Galpão, um dos mais importantes do país, que festejou 40 anos em 2022 e já participou de montagens com José Celso Martinez Correa e de um espetáculo do Cirque Du Soleil.

Sobre as homenageadas:

Léa Garcia iniciou a carreira em 1952 no TEN - Teatro Experimental do Negro, criado em 1944 por Abdias do Nascimento, do qual fizeram parte grandes artistas negros como Haroldo Costa, Ruth de Souza e tantos outros que abriram os caminhos de todas as lutas que ainda são travadas hoje. Léa Lucas Garcia de Aguiar, nascida em 11 de março de 1933, tem em sua carreira dezenas de peças novelas filmes e séries. Segue atuante e recentemente brilhou no espetáculo ‘A vida não é justa’ e no longa ‘Barba, cabelo e bigode’.

Teuda Bara é uma das atrizes mais proeminentes do teatro brasileiro. Iniciou sua carreira artística quando estudava Ciências Sociais, nos anos 1970, na UFMG, participando de atividades de teatro-jornal no Diretório Acadêmica da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas. Trabalhou com diretores renomados da cena brasileira, como Eid Ribeiro, José Celso Martinez Correa, Gabriel Vilella e Cacá Carvalho, mas foi no Grupo Galpão, do qual é fundadora, que se notabilizou e se tornou referência para os palcos brasileiros.

Sobre o Prêmio Shell de Teatro

O Prêmio Shell de Teatro se tornou uma das grandes referências do teatro brasileiro nas últimas três décadas. É possível contar a história da cena teatral do Rio de Janeiro e de São Paulo ao longo das suas 32 premiações, com seus artistas indicados, os espetáculos consagrados e os homenageados de cada ano.

Para conhecer o regulamento especial desta edição, acesse https://www.shell.com.br/sociedade-e-meio-ambiente/premio-shell-de-teatro.html

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Alan Diniz (alan@xavantecomunicacao.com.br)
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