Rio de Janeiro - O terceiro e último dia de Shell Talks 2022 debateu as tendências futuras para a energia e mobilidade. O primeiro painel, “Transição energética e um futuro de baixo carbono”, contou com a participação Monique Gonçalves, gerente sênior de Relações Corporativas e Assuntos Regulatórios da Shell Brasil, Suzana Kahn, vice-diretora na COPPE/UFRJ e Janaína Dallan (CEO da Carbonext).

Sob a moderação da jornalista Rosana Jatobá, o debate trouxe à tona pautas como cenário global (em citação ao pacote de investimentos em renováveis 370 bilhões de dólares, aprovado pelos EUA no último dia 16 de agosto), o crescimento do mercado de carbono, as potencialidades e desafios do Brasil, além de segurança e eficiência energética nos cenários global e regional.

“A Shell está presente em 70 países e o Brasil está entre os quatro prioritários na atração de investimentos. Tendo em vista isso, nossas estratégias e metas estão alinhadas a esse avanço da economia global na transição energética”, destacou Monique Gonçalves, referindo-se à estratégia macro da companhia denominada Powering Progress, que tem com uma das metas a emissão líquida zero até 2050.

A co-CEO da Carbonext também falou das expectativas para o mercado de carbono. “Existe um crescimento na procura das empresas pelo mercado de carbono. É nesse contexto que entram os projetos tanto de preservação quanto de replantio na Amazônia”, destacou. A Shell Brasil assinou recentemente, em julho de 2022, um investimento de R$ 200 milhões numa participação minoritária na Carbonext para investimentos em preservação florestal, bioeconomia e reflorestamento. 

A pesquisadora Suzana Kahn abordou o impacto de investimentos em tecnologia e inovação como forma de resiliência para enfrentar as externalidades, além de vantagem competitiva para o país. “Se o Brasil alcança uma produção com baixo carbono, o produto final também será. Isso nos dá uma vantagem competitiva internacional”, ressaltou Suzana, que também destacou a capacidade dos centros de pesquisas e Universidades brasileiras.

À tarde, foi a vez de Camila Brandão, gerente de Tecnologia em Energias Renováveis da Shell Brasil, Rafael Rebello, diretor de Soluções de Energia Renovável da Raízen, Clarisse Linke, diretora-executiva do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento e Davi Bertoncello, CEO e co-fundador na Tupinambá Energia & Mobilidade, participarem do painel “A tecnologia impulsionando o futuro da mobilidade”. A moderação foi realizada pelo jornalista Felipe Maciel.

Em uma discussão aprofundada, Camila Brandão falou sobre os impactos da mobilidade e listou desafios do setor, como infraestrutura, mobilização do governo, mudanças na indústria. Quando abordada sobre o assunto tecnologia, a especialista ressaltou que o assunto anda junto ao investimento na ciência. “Precisamos desenvolver a ciência para que ela tenha escala, eficiência e um custo menor, para que se torne acessível e inclusiva”, explica.

Falou ainda sobre a importância de trazer a circularidade para os projetos: “Hoje temos uma boa oportunidade, que é, junto com a agenda da mobilidade urbana, trazer a agenda renovável acompanhada de uma redução de custos econômicos e ambientais”, pontuou.

Ao falar sobre oportunidades, Clarisse Linke destacou que a digitalização oferece a possibilidade de uma maior compreensão das diversas demandas da cidade, que variam de acordo com renda, gênero, raça, idade. “Algumas cidades estão tentando avançar a partir de dados, com um processo de aprimoração do setor, novos contatos, novos atores, transporte sob demanda, política tarifária intermodal, compensação tarifária – e é a digitalização que possibilidade esse avanço”, explica. A especialista deixou claro que a tecnologia deve estar a serviço das agendas econômica, ambiental, de combate à desigualdade, em prol da população.

Rafael Rebello apontou a chance que o País tem de, mais uma vez, tornar-se um protagonista. “Temos um papel fundamental no Brasil de sermos protagonistas na descarbonização da mobilidade, pois é um jogo de portfólio. Isso passa pelo etanol, pelo biocombustível, biogás, hidrogênio. Há espaço para todos e podemos, de uma forma organizada, usar o máximo que o nosso país oferece, sendo protagonistas mais uma vez no mundo”, comemora.

Ao ser abordado sobre uma projeção do futuro da mobilidade, Davi Bertoncello afirmou que a mobilidade só vai funcionar quando for direcionada para todos. “Temos que tomar cuidado para não comprar a ideia de que mobilidade elétrica tem alguma classe, algum gênero, alguma cor. Não sabemos se os carros vão voar, se vão andar sozinhos, mas temos certeza de que serão eletrificados. Precisamos cooperar e ressignificar nossa jornada. Acredito que a mobilidade passa por isso e precisa incluir a todos”, explicou.

O Shell Talks foi realizado de 23 a 25 de agosto, no Píer Mauá, Rio de Janeiro.

Sobre o Shell Talks

O futuro da energia é o tema central dos debates do Shell Talks 2022, que acontece de 23 a 25 de agosto, no Armazém 5 do Píer Mauá. O evento acontece em formato híbrido – com painéis presenciais e transmissão ao vivo pelo site da companhia e redes sociais dos jornais O Globo e Valor Econômico (LinkedIn, Facebook e YouTube). Toda a programação do evento está conectada com a estratégia Powering Progress do Grupo Shell, baseada em quatro pilares: atingir emissões líquidas zero até 2050, impulsionar vidas, entregar valor aos acionistas e respeitar a natureza.


Neste ano, o Shell Talks acontece em paralelo ao Shell Eco-Marathon, evento que reúne estudantes universitários entre 22 e 25 de agosto, no Armazém 3 do Píer Mauá. Os participantes têm o desafio de construir protótipos de carros que percorram, em uma pista construída para a competição, a maior distância com a menor quantidade de energia. São esperadas 30 equipes vindas de diversos estados do país e das Américas.

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