um receipiente é preenchido por lubrificante Argina S3 30, de coloração amarelada.

Para fins de esclarecimento, a Shell Brasil informa que o conteúdo original das embalagens com a marca Shell encontradas na Praia da Formosa, no Sergipe, não tem relação com o óleo cru presente em diversas praias do Nordeste brasileiro.

Trata-se de embalagens de Argina S3 30, um lubrificante para embarcações,de lote não produzido no Brasil. A coloração e as características do produto em questão são bem diferentes do óleo cru encontrado nas praias (conforme ilustrado na imagem). Além disso, cabe ressaltar que o adesivo em um dos tambores encontrados em Sergipe traz a data de 17/02/2019 associada ao envase do lubrificante Argina S3 30, e que a mancha de óleo cru que atinge o litoral começou a impactar a costa em setembro.

Os fatos apontam para uma possível reutilização da embalagem em questão – reutilização esta que não foi feita pela Shell. Adicionalmente, a companhia informa também que não transporta óleo cru acondicionado em barris em rotas transatlânticas.

Ainda sobre os tambores com rótulos de lubrificante encontrados no litoral do Sergipe, a Shell Brasil confirma que recebeu a notificação do IBAMA e respondeu dentro do prazo.

No dia 17 de outubro, a Shell Brasil recebeu a informação de que um novo tambor foi encontrado pela Marinha do Brasil no litoral do Rio Grande do Norte. Trata-se de embalagem de Omala S2 G 220, uma outra linha de lubrificantes. De acordo com o informe da Marinha, esse tambor estava fechado, com a presença de um líquido ainda não identificado em seu interior, e não apresentava vazamento.

Fato ou Fake sobre o óleo no Nordeste?

Compartilhando da mesma preocupação que a opinião pública para com o óleo cru que atinge o Nordeste brasileiro, nós da Shell Brasil, companhia do setor de energia integrada com mais de 106 anos de operação contínua no país, desejamos reforçar o nosso compromisso com a transparência e decidimos disponibilizar uma lista de verificação dos principais fatos e fakes relacionados aos recentes acontecimentos.

A quantidade exata de óleo cru que ainda pode afetar o litoral do país não é determinável. FATO

R: De acordo com autoridades brasileiras, ainda não é possível determinar a origem do vazamento nem sua exata proporção. Até o momento, a Marinha do Brasil afirma que mais de 1000 toneladas de resíduo foram recolhidas das praias do Nordeste.
 

O óleo foi resultado de um vazamento, acidental ou proposital, de um navio-tanque. INDETERMINADO

R: De acordo com informações divulgadas por autoridades brasileiras até o presente momento, ainda não é possível determinar a origem do vazamento que afeta o litoral do Nordeste. Os órgãos competentes trabalham com diferentes cenários, mas ainda não há conclusões sobre a causa do incidente.
 

O navio responsável pelo vazamento é da Shell ou de uma empresa relacionada à Shell. FAKE

R: A Shell não transporta óleo cru acondicionado em barris. As embalagens de lubrificantes encontradas no litoral nordestino foram parar lá devido ao descarte feito por terceiros. A Argina S3 30 é um lubrificante usado em motores de navios, então faz sentido haver tambores presentes nas embarcações. O produto, entretanto, é utilizado na rotina de manutenção das embarcações, não necessariamente era a carga transportada.
 

A Shell sabe quem são os responsáveis. FAKE

R: Até o momento, as autoridades brasileiras seguem investigando a causa do incidente. Ainda não é possível indicar os responsáveis pelo vazamento – ou mesmo se o óleo está vindo de um naufrágio ou afloramento natural no leito do Atlântico.
 

A quantidade de óleo recolhido até o momento é compatível com o óleo transportado por um navio-tanque. INDETERMINADO

R: Até o momento, a Marinha do Brasil afirma que mais de 1000 toneladas de resíduo foram recolhidas das praias do Nordeste. Este resíduo pode incluir não apenas o óleo em si, mas também porções de areia e outros materiais que tenham se misturado ao petróleo. Navios-tanques podem ter tamanhos e capacidade de carga variados, então é difícil fazer essa correlação de forma precisa.
 

A substância que polui a costa brasileira é um lubrificante Shell. FAKE

R: A mancha que atinge centenas de praias nordestinas é de óleo cru, e não lubrificante. São materiais absolutamente diferentes, tanto em coloração quanto em suas características químicas. A Argina S3 30 é um lubrificante usado em motores de navios, então faz sentido haver tambores presentes em navios. O produto, entretanto, é utilizado na rotina de manutenção das embarcações, não necessariamente era a carga transportada.
 

Um lubrificante para embarcações polui o mar da mesma forma que o óleo cru. FATO

R: Tanto o lubrificante quanto o óleo cru devem ser manuseados de acordo com as recomendações das normas de saúde e segurança e não devem ser descartados no ambiente. Quem compra lubrificantes deve atuar de forma responsável e consciente no descarte de resíduos e embalagens.
 

Os tambores de lubrificantes encontrados da Praia da Formosa e no litoral do Rio Grande do Norte foram produzidos pela Shell FATO

R: As quatro embalagens de lubrificantes (três de Argina S3 30 e uma de Omala S2 G 220) encontradas no litoral do Sergipe e do Rio Grande do Norte, respectivamente, foram produzidas pelo Grupo Shell.

Para informação, a Shell Brasil possui um sistema de logística reversa de acordo com a legislação vigente no país. Ou seja, os clientes podem devolver a embalagem usada de lubrificante, e a empresa faz o descarte de maneira ambientalmente responsável. É importante frisar, entretanto, que após a venda o cliente passa a ter a responsabilidade e a custódia das embalagens e dos produtos.

Para completar, cabe lembrar que o conteúdo original das embalagens de lubrificantes não tem, definitivamente, nada a ver com o óleo cru que chega às praias do Nordeste. Afinal, lubrificante e óleo são coisas completamente diferentes.
 

Os tambores encontrados na praia da Formosa (Sergipe) e em mar aberto, a 7,4 quilómetros da Ponta de Tabatinga, ao norte de Natal (Rio Grande do Norte), têm a logo da Shell. FATO

R: Sim, pelo menos quatro das embalagens de lubrificantes possuíam rótulos com a marca da Shell. Pela informação nos adesivos é possível determinar que nenhuma delas foi produzida no Brasil.
 

Os tambores encontrados continham óleo cru. INDETERMINADO

R: Originalmente, as quatro embalagens continham lubrificantes da Shell, que comercializou seus produtos com clientes da companhia. A partir da venda, não se pode afirmar categoricamente se alguém transportou óleo cru nos tambores, uma vez que não se sabe se as embalagens foram reutilizadas indevidamente por terceiros. É possível que as embalagens tenham tomado contato com o óleo que está contaminando as praias num momento posterior.
 

Os tambores encontrados são embalagens de lubrificantes. FATO

R: Sim, os quatro tambores são embalagens de lubrificantes: três de Argina S3 30, encontrados em Sergipe; e um de Omala S2 G 220, achado no litoral do Rio Grande do Norte. A Argina é um lubrificante para engrenagens navais, sendo, portanto, um produto muito usado em navios.
 

A Shell reutilizou os tambores para transportar óleo cru. FAKE

R: Não, a Shell jamais reutilizou nenhum dos quatro tambores para transportar óleo cru. Inclusive, a companhia não transporta óleo acondicionado em tambores – ou mesmo em barris. Após a venda, entretanto, a Shell não pode afirmar se os recipientes foram reutilizados de forma irresponsável e com outras finalidades.
 

A Shell foi notificada pelas autoridades brasileiras para prestar esclarecimentos. FATO

R: Como amplamente divulgado, a Shell Brasil foi notificada pelo Ibama e respondeu ao órgão dentro do prazo. Por meio de ofício, a autoridade brasileira solicitava esclarecimentos por parte da companhia sobre os tambores de lubrificantes encontrados no Nordeste.
 

A Shell admitiu que o óleo é dela. FAKE

R: Não, em nenhum momento. E não há qualquer indício de que seja.
 

A Shell não se posicionou sobre os acontecimentos. FAKE

R: Desde o surgimento da notícia de que embalagens de lubrificantes da Shell foram encontradas na Praia da Formosa, no Sergipe, a companhia publicou uma nota de esclarecimento em seu site e prontamente buscou contato com as autoridades brasileiras. A Shell respondeu ao pedido de informação IBAMA dentro do prazo e está em contato constante com a Marinha do Brasil e com o Ministério do Meio Ambiente para oferecer apoio na apuração dos fatos e no esforço de limpeza se necessário e dentro da nossa capacidade operacional – que é reduzida na região nordeste, onde não temos atividades de produção de petróleo offshore.
 

A Shell não intervém nas operações de limpeza do litoral no Nordeste. FATO

R: A Shell não tem nenhuma atividade de exploração e produção no Nordeste do Brasil. Desta forma, a companhia não mantém aparato de resposta imediata a incidentes deste tipo na região. A empresa não possui embarcações, recursos e tecnologia de contenção e limpeza de óleo no litoral nordestino. Apesar disso, a Shell está em contato com as autoridades brasileiras e podemos ajudar com envio de material como kits de proteção pessoal, por exemplo.
 

A Shell é acusada de conduta criminosa pelas autoridades brasileiras com relação ao óleo cru que apareceu no litoral do Nordeste. FAKE

R: Não. Nenhuma autoridade brasileira, instituto acadêmico ou quaisquer órgãos competentes relacionam a Shell ao vazamento de óleo cru que afeta as praias nordestinas. Inclusive, o Comprova – projeto integrado por 24 veículos brasileiros de imprensa – publicou uma extensa reportagem investigativa que esclarece a existência de publicações enganosas relacionando a Shell ao óleo cru que atinge a costa brasileira. Segue link: https://noticias.uol.com.br/comprova/ultimas-noticias/2019/10/22/e-enganosa-publicacao-que-atribui-a-shell-oleo-encontrado-no-nordeste.htm
 

A Shell mantém operações de exploração e produção de petróleo e gás na região afetada pelo óleo cru. FAKE

R: Não. A Shell não tem nenhuma atividade de exploração e produção no Nordeste. Atualmente, as operações da Shell em exploração e produção de petróleo e gás se concentram na região Sudeste, nas Bacias de Campos e Santos. A Shell tem contratos de concessão para explorar em algumas áreas no Nordeste, mas esses blocos (como são chamados na indústria de petróleo e gás) ainda estão em fase inicial de licenciamento ambiental, sem nenhuma atividade ou presença técnica na região.

Se as embalagens de lubrificantes encontradas no Nordeste possuem a logo da Shell, é correto dizer que o vazamento é de responsabilidade da empresa. FAKE

R: As quatro embalagens com a marca Shell encontradas em Sergipe e no Rio Grande do Norte são tambores de lubrificantes, não barris de petróleo. O conteúdo original destes tambores (lubrificantes Argina S3 30 e Omala S2 G 220) não tem nenhuma relação com o óleo cru que chega às praias nordestinas. Essas embalagens podem ter sido reutilizadas ou entrado em contato com óleo a qualquer momento após o seu descarte. Se alguém comprar uma latinha de refrigerante ou cerveja e deixar na praia (uma atitude que a gente acha completamente errada!!), a responsabilidade é de quem produziu a bebida? – Não, né?
 

A Shell mapeia todo barril ou embalagem de seus produtos, até a sua venda. FATO

R: Sim – até a primeira venda! A Shell tem controle sobre a distribuição direta de seus produtos. A partir da venda, o produto (e a sua embalagem) passa a estar sob propriedade e custódia do comprador.
 

O estudo da Universidade Federal do Sergipe afirma que o óleo cru que atinge as praias é da Shell. FAKE

R: O laudo da análise feita pela Universidade Federal da Bahia em parceria com a Universidade Federal do Sergipe nem cogita a possibilidade de que o material encontrado nas praias seja lubrificante. Trata-se de óleo cru. E o que a Shell envasou originalmente nos tambores foram lubrificantes.
 

O IBAMA notificou a Shell e a companhia não se manifestou. FAKE

R: O Ibama notificou a Shell, que respondeu prontamente e dentro do prazo. O órgão ambiental buscava informações sobre os tambores de lubrificantes encontrados em praias nordestinas. Como solicitado, a Shell forneceu às autoridades brasileiras os dados de produção e distribuição dos tambores.
 

A Shell faz negócios com a Venezuela comprando o óleo daquele país. FAKE

R: Não. A Shell não produz nem comercializa petróleo venezuelano.
 

As embalagens que apareceram na costa brasileira foram produzidas no Brasil. FAKE

R: Não. Pelas informações nos rótulos dos tambores é possível determinar que as quatro embalagens foram produzidas e comercializadas fora do Brasil.
 

Os tambores encontrados em Sergipe serviam para transportar lubrificante, mas aquele no Rio Grande do Norte era para o óleo cru. FAKE

R: Os quatro tambores eram de lubrificantes.
 

O conteúdo original das embalagens de lubrificantes da Shell tem relação com o óleo cru que atinge o Nordeste. FAKE

R: Não. O conteúdo original das quatro embalagens encontradas no Nordeste era lubrificante, que não tem nenhuma relação com o óleo cru que afeta a costa brasileira. Os tambores eram de Argina S3 30 e Omala S2 G 220.
 

A Shell tem a obrigação de garantir o descarte responsável de todas as suas embalagens por parte de consumidores. FAKE

R: Após a venda, o cliente passa a ter a responsabilidade e a custódia das embalagens tanto quanto dos produtos. A Shell Brasil, entretanto, possui um sistema de logística reversa, de acordo com a legislação vigente no Brasil.
 

Os tambores encontrados na costa brasileira foram produzidos ou comercializados pela Shell Brasil. FAKE

R: Não. Os quatro tambores de lubrificantes foram produzidos e comercializados fora do Brasil.
 

A Shell encaminhou ao governo brasileiro dados de compradores dos produtos encontrados no Brasil. FATO

R: Como solicitado pelo Ibama por meio de notificação, a Shell forneceu às autoridades brasileiras os dados de produção e distribuição dos tambores de lubrificantes.
 

A Shell transporta óleo cru em tambores. FAKE

R: Não. A Shell não transporta óleo acondicionado em tambores.
 

A Shell é obrigada a prestar os devidos esclarecimentos às autoridades brasileiras, para auxiliar nas investigações. FATO

R: Sim. Mas antes até da obrigação legal, a gente quer ajudar a esclarecer os fatos.