Meeting for Quipea

No início de preparação para a fase 3 do projeto,  a comissão articuladora se reuniu na cidade de São Francisco de Itabapoana para discutir sobre os últimos acontecimentos do projeto e preparar metas, prazos e regimento que vão nortear o calendário 2016. Com presença de representantes das comunidadesdo Ibama e da Shell , a reunião contou com todas as instâncias  envolvidas no QUIPEA para discutir os  principais objetivos e demandas que o projeto possui. 

O belo cenário da praia de Guaxindiba, em São Francisco de Itabapoana, foi palco desta 10ª Reunião Ordinária da Comissão Articuladora do Quipea. Com presença dos analistas ambientais do Ibama, Gilberto Mendonça e Lilian Lima, o evento marcou o reencontro dos comunitários em 2016, que puderam discutir sobre os últimos acontecimentos de sua agenda, como, por exemplo, a avaliação do último evento cultural. Com prestação de contas do Departamento Cultural e análise sobresucessos e pontos de melhoria, o QUIPEA encerrou o processo de organização de mais este desafio.

Depois de três anos na fase 2, o QUIPEA vai avançar de fase novamente rumo a conquista da autonomia das comunidades na elaboração de seus projetos. O novo ciclo do projeto, que começa em maio, terá nova consultoria e algumas novas metas, como, por exemplo, a preparação dos comunitários para elaboração de projetos socioculturais, e a realização de atividades educativas mais direcionadas à gestão ambiental.

Nessa reunião, os princípios e diretrizes da educação ambiental crítica, que norteiam todos os projetos em licenciamento ambiental para empresas de petróleo, foi reforçado pelo analista ambiental do Ibama, Gilberto Mendonça, em suas explicações aos comunitários. Segundo ele, nesta nova fase do QUIPEA, é fundamental que os quilombos, pouco a pouco, intensifiquem suas participações na fiscalização e engajamento das políticas do meio ambiente em suas cidades.

Gilberto reiterou a importância do entendimento dos direitos e deveres ambientais por parte dos comunitários, além de comentar sobre a importância dos comunitários se aproximarem das discussões em outros PEAs (Projetos de Educação Ambiental) que estejam presentes em seus respectivos municípios.

Esta relação dos comunitários com outros projetos de educação ambiental que aconteçam em regiões impactadas também foi reforçada pela analista ambiental do Ibama, Lilian Lima. Segundo ela, o próprio nome do projeto com o prefixo QUIPEA é uma maneira de ressaltar que este é o PEA dos Quilombos, e que eles próprios devem levar este nome para além da relação entre empresa e equipe executora, além de estarem organizados para participarem ativamente de outras discussões sobre o meio ambiente em seus respectivos municípios.

Nesta mesma linha, a coordenadora do projeto, Suely Ortega, citou diversos outros projetos de educação ambiental de outras empresas de petróleo, atendendo outras comunidades e fiscalizados pelo Ibama, que estão presentes em municípios onde as comunidades quilombolas estão estabelecidas e lembrou que, a partir das articulações na terceira fase do projeto, esta articulação deve se intensificar.

Visita e emoção em Deserto Feliz

Depois do extenso dia de reuniões no sábado, dia 27, os participantes da reunião visitaram a comunidade quilombola de Deserto Feliz, anfitriã no município de São Francisco de Itabapoana.  As visitas aos quilombos são atividades previstas nas pautas das Reuniões da Comissão Articuladora, e fortalecem os laços e relações entre os comunitários.  

Com um fim de tarde à base de muito jongo, dança e culinária quilombola, os comunitários puderam conhecer o quilombo irmão e foram recebidos pela griô dona Santinha, uma das homenageadas no último Evento Cultural do projeto. Com o quadro exposto com sua foto, que ganhou do QUIPEA ano passado, a griô relembrou o dia do evento e reconheceu estar novamente emocionada com a visita do projeto ao local onde vive:

“Nunca vou esquecer o dia do evento e a homenagem que recebi. Estava muito emocionada aquele dia e agora novamente com a visita de todos vocês. É um privilégio e uma benção recebê-los em minha comunidade.” 

A sensação de 'para nós também, dona Santinha! ' ecoou nas palavras e coração dos visitantes. É neste clima de intercâmbio, autoconhecimento e parceria que o QUIPEA vai caminhando para o encerramento de  sua segunda fase, cada vez mais unido.

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